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SALIMA THAKKER (1975, Wilrijk, Bélgica)

As minhas ideias nunca partem do papel. O ponto de partida é sempre a partir do material, experimentando, produzindo inúmeros protótipos, investigando formas, movimentos e texturas que me estimulem e é neste processo de tentativa e erro que acabo por encontrar a minha inspiração.

No passado isso conduziu-me a um conjunto de adornos que irradiavam confiança, que ocorriam aliando inúmeros pequenos elementos de formas angulosas que lembravam escamas e estruturas de animais. São um conjunto de peças curiosas cuja ingenuidade apenas se torna evidente quando revelam a sua aparente solidez e naturalidade ao moldarem-se à volta de um pescoço, de um pulso ou dedo, ajustando-se ao movimento do corpo como se de uma segunda pele se tratasse

Para evitar que o processo de criar se torne um processo de simples produção, tento sempre encontrar novas perspectivas. Os pontos de partida podem também ser processos muito simples, como cortar, dobrar ou curvar, todos eles culminando em distorção e deformação, acrescentando vitalidade e tensão à normalidade anterior. Cada peça torna-se assim uma exploração aos limites mais extremos do material.  Bio