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DE PÉROLAS PARA O AR

Ana Margarida Carvalho, Aurea Praga, Beatriz Horta Correia, Birgit Laken, Carlos Silva, Castello Hansen, Claude Schmitz, Claudia Hoppe, Daniel Kruger, Danni Schwaag, Dulce Ferraz, Ela Bauer, Etsuko Sonobe, Grego Garcia, Helena Johansson Lindell, Heejoo Kim, Herman Hermsen, Young-I Kim, Joanne.T, Kaori Juzu, Laura Frazão Matos, Lauren Kalman, Leonor Hipólito, Marta Costa Reis, Masako Hamaguchi, Melanie Isverding, Nikolay Sardamov, Paula Crespo, Philip Sajet, Réka Lörincz, Sofia Bjorkman, Sophie Hanagarth, Stephanie Jendis, Tanel Veenre, Terhi Tolvanen, Typhaine Le Monnier, Vera Pinto, Young-I Kim, Zwetelina Alexieva.

Inauguração: Sábado, 25 de Novembro, 17:00 às 20:00.
28 Novembro – 10 Janeiro 2018
Press Release


Que dizer das pérolas e dos seus colares? De símbolo de riqueza e opulência a símbolo de sobriedade, de jóia fantástica, sensual e transgressora a modelo de recato burguês, as pérolas envolvem-nos em múltiplos cenários e múltiplos sentidos.

Ao lado do colar tranquilo das avós, temos o de Louise Brooks ou de Emmanuelle, ao lado do puritano colar da típica executiva norte americana (única jóia admissível no quase masculino uniforme), temos os excessivos adornos dos rajás da Índia, sem esquecer o brinco da rapariga de Vermeer ou de um corsário transformado em virginal brinco solitário de menina.

A pérola nasce, como Vénus, de uma concha, mas não reconhecemos nela o mesmo apelo erótico e libertário. A pérola domesticou-se. É hoje símbolo de pureza, castidade e contenção e, convenhamos, aborrecida!

Poderá a joalharia contemporânea reclamar como sua uma “pedra” que nos parece hoje tão clássica e conservadora?

Marta Costa Reis, 2017
p/ Galeria Reverso