VERONIKA FABIAN + LAUREN KALMAN

Inauguração: 12 de Maio, domingo, das 17h às 19h.
14 Maio – 07 Junho 2019
 Press Release  |   Bios

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Veronika Fabian

O trabalho de Veronika Fabian afirma-se como um espelho de duas faces entre a sociedade contemporânea e a joalharia. Nele, a artista questiona o estabelecido e o convencional, pondo em causa o status quo. No seu trabalho com correntes Fabian explora a questão da identidade nas actuais condições socio-culturais. A série Rebellious Chains aborda o processo de mudança de identidade, inspirado no seu próprio percurso artístico no que diz respeito à joalharia. A primeira suposição em relação às correntes é que elas são dum modo geral secundárias em relação à jóia principal. Embora respeitando os seus valores originais, Veronika Fabian transforma assim correntes comuns, permitindo que elas formem os seus próprios padrões e alcancem elas próprias o estatuto de jóias. Na colecção Cadeias para uma Mulher Comum a artista estabelece relações entre a auto-identidade das mulheres, a cultura popular e os mass-media, explorando as diferentes manifestações de identidade em condições económicas e culturais específicas. No seu trabalho mais recente Fabian investiga a complexa relação entre consumismo e trabalho manual, confrontando a produção em massa com a peça única.

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Lauren KalmanIcons of the Flesh. Embodiers

Em Icons of the Flesh. Embodiers Lauren Kalmen visualiza o corpo em formas que promovem uma identificação positiva com a anatomia e a sexualidade. Os ícones são signos ou abstrações que apontam para o corpo. O título Icons of the Flesh faz referência a noções de ideias religiosas de moralidade em relação ao corpo. Essas noções contrastam com a representação de partes do corpo sexualizadas e genitália. Nesta série, composta de Colares, Emblemas e Botões, essas partes do corpo sexualizadas são simplificadas. Com a sua forma, desconstruída até à abstração, as peças podem ser usadas em público sem um reconhecimento imediato (muitas vezes confundidas com outros objectos funcionais, como tampas de bule ou cartões de segurança), servindo assim como uma exibição pública de apoio positivo ao corpo e à sexualidade. Em vez de colares ou alfinetes, estas peças são descritas como emblemas, colares e botões, alusões a instrumentos de comunicação “trajáveis”, conforme os usados em instrumentos de construção de identidade como uniformes militares ou movimentos políticos. Há também humor nas suas formas já que são quase ingénuas na simplificação da sua anatomia. Estes trabalhos, processados digitalmente num programa de modelagem 3D, impressos em 3D e depois fundidos em argila, acrescenta outro nível de abstração às peças e desvia-as do corpo. A cerâmica é depois transposta para latão banhado a ouro.