ELA BAUER + INÊS NUNES

Inauguração: 30 de Março, sábado, das 17h às 19h.
2 Abril – 26 Abril 2019
 Press Release  |   Bios

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Ela Bauer

No meu trabalho actual, concentro-me na cor como material. Percebi que a cor tem sempre significado e que certas cores – sequências “contam uma história”. A cor é a nossa primeira percepção, experiência antes de interpretar. É um veículo poderoso de humores e atmosferas. Geralmente, dá-se cor à forma. Eu dou forma à cor.
Ela Bauer, 2019

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Inês Nunes

Este trabalho é uma análise Foucaultiana à actualidade, e que tem subjacente uma necessidade de desformatação. É a expressão de uma inquietude estética, que pretende desformatar géneros e conceitos.

“Existem momentos na vida onde a questão de saber se se pode pensar diferente do que se pensa, e perceber diferente do que se vê, é indispensável para continuar a olhar ou a reflectir.” Michael Foucault

É também uma atitude disruptiva com a necessidade comum de classificar para validar. A autora apela-nos neste trabalho à ressignificação do conceito “toque”.

pe.dra de to.que
| pɛdrɐdəˈtɔk(ə) |
1. rocha silicosa de cor escura, usada para determinar a pureza de um metal;
2. figurado meio de avaliar, padrão, referência;

Com o toque da sua aliança de casamento a autora risca e mancha o revestimento negro nos vários formatos de latão, e cria em cada peça uma linguagem não-verbal.

Com a repetição e a intensidade das marcas deixadas criam-se padrões, em que a marca física se torna uma marca emocional. A aliança desgasta-se neste processo, o seu significado clássico anula-se e transforma-se numa nova expressão.

O toque das peças não define o seu valor.
“Inês Nunes, Toque”, Gonçalo Conde, 2019