NCOD in LIS

NCOD in LIS (New Craft Object Design in Lisbon)

Anja Bachmann, Constanze Chrosch, Anna van Eck, Jantje Fleischhut, Tegshtuya Gandugar, Karin Heimberg, Esther Heite, Herman Hermsen, Alessa Joosten, Sally Kiss, Karin Maisch, Lena Meyer, Laura Prahl, Konstanze Prechtl, Sarah Regensburger, Eva Sänger, Lisa Scherebnenko, Ja-Young Yun, Jochen Zäh, Mansuo Zhu.

curadoria: Herman Hermsen

Inauguração: 22 de Novembro, sexta-feira, das 18h às 20h.
26 Novembro – 18 Dezembro 2019
 Press Release

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NCOD in LIS é uma exposição apelativa e inspiradora apresentada pela Galeria Reverso em Lisboa. Com curadoria de Herman Hermsen (NL), esta exposição apresenta peças de design de recém-licenciados, estudantes, ex-alunos e professores do New Craft Object Design (NCOD) da Escola de Artes Peter Behrens (PBSA) da Universidade de Ciências Aplicadas de Düsseldorf.

Os trabalhos expostos remetem para uma visão diversificada da jóia fundamentada e produzida numa ampla variedade de técnicas e materiais; do trabalho analógico artesanal na bancada às técnicas de impressão digital 3D controladas por computador. Trabalho conceptual nos processos de desenvolvimento e pesquisa estão na base dos objectos exibidos.

Herman Hermsen (NL), 2019

Ate aqui

ATÉ AQUI

Alejandra Ferrer, Ana Margarida Carvalho, Carlos Silva, Carolina Quintela, Filomeno Pereira de Sousa, Inês Nunes, Leonor Hipólito, Manuel Vilhena, Marta Costa Reis, Patrícia Domingues, Paula Crespo, Pedro Sequeira, Sara Leme, Tamia Dellinger, Teresa Garrett, Teresa Milheiro.

curadoria: Carolina Quintela e Paula Crespo

Inauguração: 26 de Setembro, quinta-feira, das 18h às 20h.
27 Setembro – 18 Outubro 2019
 Press Release

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Sabemos que a joalharia contemporânea promove o uso de qualquer tipologia de materiais e não necessariamente preciosos, não comportando apenas interesses monetários, mas também estéticos, simbólicos e conceptuais. No decorrer dos últimos tempos, muito tem acontecido e muito tem sido falado relativamente às questões legais que impedem os artistas joalheiros em Portugal de manipular e vender metais preciosos sem que sejam submetidos às mesmas regras que os profissionais industriais.

A nova exposição colectiva da Galeria Reverso reúne um conjunto de peças de joalheiros portugueses (à excepção de uma das artistas) e a intenção de dar a conhecer ou de relembrar o discurso individual de cada um e o seu percurso, numa selecção de peças que existem para além destas limitações e que vão desde os anos 1990 a 2019.

Neste sentido Até aqui une tempo e espaço. Até insere-nos num tempo alargado, pela apresentação retrospectiva de uma multiplicidade de artistas e, da forma como, ao longo dos anos, têm pensado a joalharia contemporânea, questionando e explorando novas formas de olhar a jóia e o seu valor. Aqui localiza-nos na Galeria Reverso que conta com 20 anos de existência, centenas de exposições e cerca de 65 artistas representados.

Nesta exposição podemos encontrar peças de artistas que contam com um longo percurso na galeria como Manuel Vilhena, Leonor Hipólito e Filomeno Pereira de Sousa assim como mais recentes representações e algumas estreias.

Fabian e Kalman

VERONIKA FABIAN + LAUREN KALMAN

Inauguração: 12 de Maio, domingo, das 17h às 19h.
14 Maio – 07 Junho 2019
 Press Release  |   Bios

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Veronika Fabian

O trabalho de Veronika Fabian afirma-se como um espelho de duas faces entre a sociedade contemporânea e a joalharia. Nele, a artista questiona o estabelecido e o convencional, pondo em causa o status quo. No seu trabalho com correntes Fabian explora a questão da identidade nas actuais condições socio-culturais. A série Rebellious Chains aborda o processo de mudança de identidade, inspirado no seu próprio percurso artístico no que diz respeito à joalharia. A primeira suposição em relação às correntes é que elas são dum modo geral secundárias em relação à jóia principal. Embora respeitando os seus valores originais, Veronika Fabian transforma assim correntes comuns, permitindo que elas formem os seus próprios padrões e alcancem elas próprias o estatuto de jóias. Na colecção Cadeias para uma Mulher Comum a artista estabelece relações entre a auto-identidade das mulheres, a cultura popular e os mass-media, explorando as diferentes manifestações de identidade em condições económicas e culturais específicas. No seu trabalho mais recente Fabian investiga a complexa relação entre consumismo e trabalho manual, confrontando a produção em massa com a peça única.

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Lauren KalmanIcons of the Flesh. Embodiers

Em Icons of the Flesh. Embodiers Lauren Kalmen visualiza o corpo em formas que promovem uma identificação positiva com a anatomia e a sexualidade. Os ícones são signos ou abstrações que apontam para o corpo. O título Icons of the Flesh faz referência a noções de ideias religiosas de moralidade em relação ao corpo. Essas noções contrastam com a representação de partes do corpo sexualizadas e genitália. Nesta série, composta de Colares, Emblemas e Botões, essas partes do corpo sexualizadas são simplificadas. Com a sua forma, desconstruída até à abstração, as peças podem ser usadas em público sem um reconhecimento imediato (muitas vezes confundidas com outros objectos funcionais, como tampas de bule ou cartões de segurança), servindo assim como uma exibição pública de apoio positivo ao corpo e à sexualidade. Em vez de colares ou alfinetes, estas peças são descritas como emblemas, colares e botões, alusões a instrumentos de comunicação “trajáveis”, conforme os usados em instrumentos de construção de identidade como uniformes militares ou movimentos políticos. Há também humor nas suas formas já que são quase ingénuas na simplificação da sua anatomia. Estes trabalhos, processados digitalmente num programa de modelagem 3D, impressos em 3D e depois fundidos em argila, acrescenta outro nível de abstração às peças e desvia-as do corpo. A cerâmica é depois transposta para latão banhado a ouro.

Ela e Ines

ELA BAUER + INÊS NUNES

Inauguração: 30 de Março, sábado, das 17h às 19h.
2 Abril – 26 Abril 2019
 Press Release  |   Bios

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Ela Bauer

No meu trabalho actual, concentro-me na cor como material. Percebi que a cor tem sempre significado e que certas cores – sequências “contam uma história”. A cor é a nossa primeira percepção, experiência antes de interpretar. É um veículo poderoso de humores e atmosferas. Geralmente, dá-se cor à forma. Eu dou forma à cor.
Ela Bauer, 2019

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Inês Nunes

Este trabalho é uma análise Foucaultiana à actualidade, e que tem subjacente uma necessidade de desformatação. É a expressão de uma inquietude estética, que pretende desformatar géneros e conceitos.

“Existem momentos na vida onde a questão de saber se se pode pensar diferente do que se pensa, e perceber diferente do que se vê, é indispensável para continuar a olhar ou a reflectir.” Michael Foucault

É também uma atitude disruptiva com a necessidade comum de classificar para validar. A autora apela-nos neste trabalho à ressignificação do conceito “toque”.

pe.dra de to.que
| pɛdrɐdəˈtɔk(ə) |
1. rocha silicosa de cor escura, usada para determinar a pureza de um metal;
2. figurado meio de avaliar, padrão, referência;

Com o toque da sua aliança de casamento a autora risca e mancha o revestimento negro nos vários formatos de latão, e cria em cada peça uma linguagem não-verbal.

Com a repetição e a intensidade das marcas deixadas criam-se padrões, em que a marca física se torna uma marca emocional. A aliança desgasta-se neste processo, o seu significado clássico anula-se e transforma-se numa nova expressão.

O toque das peças não define o seu valor.
“Inês Nunes, Toque”, Gonçalo Conde, 2019